Jayr Peny - ENTREVISTA
"Nasci em 12 de maio de 1965 em Natal / Brasil.
Em 1993 do século XX, a convite do Marchand de Arte caroica
Josenilson Figueiredo, viajei para a cidade do Rio de Janeiro, primeiro para
aceitar o convite, e em segundo pelas grandes possibilidades que o mercado de
Arte daquela cidade apresentava (e apresenta até hoje.)
No final de 1994 fui contratado por uma galeria em Aveiro, cidade situada
no norte de Portugal para realizar uma exposição e permanecer por três meses
como artista residente. Em Portugal fui muito bem recebido tanto a minha pessoa
como em especial, o meu trabalho. Percebi que a posição geográfica de Portugal
com relação aos grandes mercados de Arte Europeus era previlegiada e decidí
ficar por mais tempo. Foi quando encontrei a minha “cara-metade” então o “ficar
mais tempo” tornou-se definitivo."
2- Jayr, como
você descreve a trajetória de sua arte, nestes 30 anos de carreira?
"Descrevo como o resultado natural de muita insistência numa
vontade de representar através da Arte
os meus sentimentos e o mundo que me rodeia. Foi e contiua a ser, muito
involuntárias as minhas escolhas, tudo ocorre ao sabor das minhas vontades e
aspirações nesse universo profundo e desafiador que é o mundo da Arte. Ver e
representar as “coisas” a nossa volta com “olhos” de artista. Que venham mais
trinta!"
3- Como você
avalia a repercussão do seu trabalho, no cenário das artes plásticas, no
Brasil?
"Acho que ainda a muito para ser feito nessa âmbito, não é fácio
encontrar o seu “lugar ao sol” nessa área, e eu não sou esseção a regra. O
Brasil é uma grande potência também quande se trata de produção artistica e na
quantidade artistas. Há uma infnidada de
pessoas fazendo Arte com muita qualidade no cenário da Arte contemporânea
brasileira. Contudo, na medida do
possível, vou expondo as minhas idéias e a minha Obra não diria que já é, mais
vai sendo reconhecida."
4- O que você
considera necessário para um despertar mais incisivo, no que se refere ao
incentivo às artes e à cultura em geral, no Brasil, estando você nos circuitos
onde as coisas acontecem?
"Aqui na Europa esse “despertar” para os ditos produtos culturais,
é uma realidade já a muito tempo, até mesmo por uma questão de tradição e de
herança histórica. Digamos assim, se o meu percurso fosse inverso a
probabilidade de “vingar” a minha Arte no Brasil seria quase nula. Acho que é
preciso uma re-educação em todas as áreas relaciaonadas a cultura para que o
simples cidadão cimum possa reconhecer, e ter o tal senso crítico para separar
o jôio do trigo. Enquanto não houver essa tal “re-educação” cultural
continuaremos (nós brasileiros) a “gato” por “lebre”.
5- Quanto ao
estilo artístico, percebe-se a manifestação surrealista em suas obras, Você se
sente mais influenciado por Vito Campanella ou Salvador Dali?
"Sou “Dalí-maíaco” por natureza…Dalí sempre!"
6- Todo artista
tem como objetivo se tornar reconhecido pelo seu trabalho, no entanto há também
o interesse em comercializar as suas obras. Há compradores das suas obras no
Brasil e na Europa?
"Claro, ao longo desses trinta anos tenho colecionadores e
“torcedores” no Brasi, Portugal, Estados Unidos da América, Itália, França
entre outras “paragens” por esse mundo afora."
7- Qual das
suas obras está mais intimamente ligada ao seu modo de pensar e que venha a representar
o movimento artístico que você se sente inserido?
"O escritor e crítico de Arte português Fernando Moniz Lópes
definiu o meu estilo com a seguinte expressão: “o geometrismo figurativista de
Jayr Peny” Acho que ele foi feliz na
expressão, contudo todo artista persegue uma idéia, um objetivo, e esse
objetivo pode estar iserido numa escola ou um determinada forma de pintar de
algum outro artista vivo ou morto. Como eu tenho e sempre tive uma produção
artística fecunda, produzo muitos Obras onde busco essa tal geometrismo
figurativista, fica difícil escolher uma representaiva, talvez o quadro “Dois
Patameres” apresenta muito bem estas dois fatores a figura e o geométrico."
8- Na Europa
existiram íncones das artes plásticas como Picasso, Salvador Dali, Matisse,
Rembrandt e diversos pintores conhecidos mundialmente. No Brasil tivemos Anita
Malfatti, Alfredo Volpi, Cândido
Portinari, Di Cavalcanti e outros. Atualmente no Brasil e na Europa existem
pintores de renome e que tem as suas obras procuradas por colecionadores?
"Como já referí, existe muita “gente bôa” fazendo muito bôa Arte.
Mas devido ao momento atual em que vivemos, onde quase tudo ocorre numa
velocidade descomunal, acho mesmo que existe uma certa “efemeridade” reinante
nas “coisas” que nos redeia hoje em dia. Os grandes colecionadores atuais são
corporações ligadas a grande teia financeira que influencia e suporta as
“aparências” do mercado. Existem hoje (eu incluído) milhares e milhares de
Portinares e Picassos. A essência deses grandes mestres continua a germinar e
se multiplicar e manfesta-se em vários nomes hoje muits procurados tanto na
Europa como no Brasil. Sim, também aqui nesse campo a lei da oferta e da
procura continua vibrante."
9- Já expos no
Brasil e pensas em realizar alguma exposição nos próximos meses?
"Com certeza, já fiz várias exposições no Brasil e ganhei muitos
prémios também, pois aí que eu iniciel a
minha tragetória. Para comemorar os meus trinta anos de carreira criei a
iniciativa “2014 DEFINITIVAMENTE PENY! Trinta anos de Arte” com vários eventos
agendados. Ente eles, o lançamento do meu site oficial quae já está online www.jayrpeny.com e uma ou duas
exposições no Brasil no segundo simestre de 2014, talves em São Paulo ou no
Rio, ainda estou em negociações."
10- As suas considerações finais.
"Gostaria de agradecer a todos que ao longo desses trinta anos
nunca deixaram de acreditar assim como eu, que vale sempre a pena lutar pelo
que gostamos de fazer.
Arte sempre!"
Fotografias: Ryajsurré - 2013




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